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Presença de Israel faz países boicotarem Eurovision

Entre estes, alguns vão deixar de transmitir o evento também

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Nesta terça-feira, 12, começa o festival Eurovision, um dos maiores do gênero e também um dos mais longevos. A de 2026 é a 70ª edição deste que tem em seu cabedal a projeção de diversos nomes para o mundo, como o grupo ABBA, a cantora Céline Dion e, mais recentemente, a banda Maneskin. Com todo este histórico, 2026 traz (mais) uma particularidade que envolve o contexto político: a autorização concedida para que o candidato de Israel participe do evento fez com que Espanha, Eslovênia, Islândia, Irlanda e Holanda promovessem um boicote, não submetendo representantes. A Espanha, a Irlanda e a Eslovênia foram mais longe, não transmitindo o festival para seus cidadãos. 
Não é a primeira vez que Israel está no olho do furacão na competição musical. Em 2025, a candidata daquele país teria sido beneficiado por manipulação, já que recebeu notas baixas do júri, mas muitos votos pela internet. Yuval Raphael sobreviveu ao ataque do grupo terrorista Hamas, e em contas oficiais até mesmo do governo incentivaram o público a votar, pelo menos 20 vezes cada um na artista. A moça foi finalista e acabou no segundo lugar, atrás do austríaco JJ.
Os supracitados países a não exibirem o festival programam conteúdo alternativo para exibir, como documentários e seriados. É a edição com menor número de países participantes: apenas 35 países vão ter representantes na competição, cuja final acontece no próximo sábado, 16.