Cultura

Wagner Moura é considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo

Ator vive momento prodigioso na carreira, após indicações ao Oscar e já tem novos projetos

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Wagner Moura é destaque na revista Time, considerado uma das 100 pessoas mais influentes do mundo. Ele aparece ladeado por personalidades como a atriz Kate Hudson, a cantora e atriz Hillary Duff, da empresária Victoria Beckham e do cantor Rauw Alejandro, entre outros.

Próximos projetos
A citação a Wagner Maniçoba de Moura vem em um grande momento não só para ele, mas para o cinema nacional em geral, que vive uma nova onda. O filme "O Agente Secreto" teve quatro indicações ao Oscar, e o pai de Salvador, Bem e José tem novos projetos, como o filme “Last Night at the Lobster”, em que ele vai para trás das câmeras. 
Segundo Moura, o trabalho é descrito como "um filme de Natal com tema político". Ele vai aparecer ainda na animação “Star Wars: Maul - Lorde das Sombras”, dando voz a Brander Lawson, e tem projetos no teatro, levando para a Europa sua peça “Um Julgamento: depois do Inimigo do Povo”, adaptação de Henrik Ibsen coescrita por ele.

Perfil
A revista traçou o perfil do artista em texto publicado em suas redes sociais. "Há algo de tão Old Hollywood nele que parece uma anomalia entre a maioria dos atores contemporâneos. O seu charme discreto e senso de humor malicioso compensam qualquer potencial auto-seriedade", cita um trecho do texto, que ainda se refere ao artista como "o antídoto analógico que não sabíamos que precisávamos" ao citar hábitos como não ter redes sociais e ouvir música em vinil.
"Notavelmente, Moura quase não se tornou um ator: obteve o seu diploma de bacharel em jornalismo. Aqueles anos de faculdade, e os escritores que ele leu, foram reveladores ao ajudá-lo a entender como a arte e a política se confundem", conclui.

Aspas
À Time, ele falou em entrevista ao ator Jeremy Strong. Sobre "O Agente Secreto" no Oscar, Wagner falou sobre o caráter inesperado das indicações. “Para nós, era tipo: ‘Se ganharmos um Oscar, ótimo. Se não, estamos aqui’.", disse. 
Ele ainda pontou de que maneira a graduação que não exerceu dialoga com a arte e as crenças que tem na profissão. “Não acho que tenha a objetividade necessária para ser jornalista. Sempre fui muito emotivo em relação às coisas que via, mas isso me moldou muito como artista, como pessoa, como cidadão. E há a ideia de criar empatia: quanto mais você sabe sobre outras coisas, mais empatia você tem. É isso. E é disso que a atuação deveria se tratar", relaciona.