Nesta terça-feira, 31 de março, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva deve se reunir com seus ministros para a chamada desincompatibilização, cujo prazo termina no próximo sábado, 04 de abril. Pelo menos 16 deles devem deixar seus cargos para disputar eleições ou ajudar em campanhas. O número ainda pode subir e bater recorde, já que ainda existem algumas situações indefinidas.
Os governos de Dilma Rousseff (PT) e Jair Bolsonaro (PL) tiveram cada um a saída de dez ministros para de candidatar a cargos políticos, cabe destacar. Segundo fontes ouvidas pelo portal G1, a ideia de Lula é fazer, já nesta terça, o maior número de trocas possível na titularidade de ministérios.
Quem vai sair?
Fernando Haddad (PT) e Renan Filho (MDB), ministros da Fazenda e dos Transportes, são pré-candidatos ao governo de São Paulo e Alagoas, respectivamente. Podendo disputar o Senado, há as saídas certas de Rui Costa (PT), da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT), da secretaria de Relações Institucionais, Simone Tebet (PSB), do Planejamento, Marina Silva (Rede), do Ambiente, André Fufuca (PP), do Esporte, Carlos Fávaro (PSD), da Agricultura, e Waldez Góes, da Integração Nacional.
Já para concorrer À Câmara dos Deputados, saem: Silvio Costa Filho (REP), de Portos e Aeroportos, Paulo Teixeira (PT), do Desenvolvimento Agrário, Anielle Franco (PT), da Igualdade Racial, e Sônia Guajajara (PSOL).
Macaé Evaristo (PT), da pasta de Direitos Humanos, pode deixar o cargo para concorrer a deputada estadual por Minas Gerais. Para ajudar nas campanhas, saem Geraldo Alckmin, da Indústria e Comércio Exterior, novamente concorrendo a vice de Lula e apoiando a chapa estadual de São Paulo, e Camilo Santana (PT), da Educação. Neste caso, ele deve coordenar a campanha de Elmano Freitas (idem) ao governo do Ceará ou até mesmo ser o candidato da legenda ao cargo.
Quem falta definir?
Seguem indefinidas as situações de Márcio França (PSB), do Empreendedorismo (podendo concorrer ao Senado ou substituir Alckmin na pasta de Indústria e Comércio Exterior), Wolney Queiroz (PDT), da Previdência (deve ficar em seu ministério, mas estuda concorrer como deputado estadual no Pernambuco), Alexandre Silveira (PSD), de Minas e Energia (ficar no governo ou candidatar-se ao Senado) e Luciana Santos (PCdoB), de Ciência e Tecnologia (concorrer a algum cargo no Pernambuco).