Nesta quarta-feira, 08, o Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT) protocolou ação civil contra a plataforma de apostas Blaze e a influenciadora Virgínia Fonseca pedindo indenização no valor mínimo de R$ 120 milhões por danos morais coletivos. Virgínia é apontada como "braço operacional da captação" da casa de apostas, executando mensagens enganosas e induzindo a tanto.
O promotor de Justiça Paulo Roberto Binicheski, que assina a petição inicial, salienta que "o endosso da influenciadora ultrapassa a mera opinião, conferindo uma garantia implícita de qualidade, fundamentada na confiança construída com a audiência".
"Ao recomendar produtos e serviços, os influenciadores induzem o público a adotar comportamentos alinhados ao estilo de vida que promovem. Essa credibilidade transforma as recomendações em verdadeiros selos de aprovação, gerando uma expectativa legítima nos consumidores", explica.
É pedido ainda que seja removido das redes sociais da influencer todo o conteúdo que esteja relacionado a apostas e induza o consumidor ao erro. A ação não consiste apenas na reparação de danos, mas também " impedir a repetição de práticas publicitárias abusivas verificadas em contexto de elevada exposição social, como as campanhas veiculadas durante a Copa e, em especial, o induzimento abusivo da influenciadora no jogo entre Argentina e Cabo Verde".
O exemplo cita o story publicado pela ex-mulher de Zé Felipe, chamando os seguidores a apostarem na vitória dos Tubarões. O conteúdo não estava sinalizado como publicidade e usou linguagem de "esperança" ao induzir a comportamento de perdas financeiras.
Há algum tempo, Virgínia Fonseca é alvo de investigações relacionadas à movimentação financeira e como desdobramento da CPI das Bets. É apurada a origem de recursos movimentados em contas de empresas ligadas a ela.
