Nesta terça-feira, 14, a prefeita de Barra do Piraí, Katia Miki (SD) foi à Brasília participar de audiência da Comissão de Viação e Transportes, na Câmara dos Deputados. Ela esteve ao lado de homólogos e representantes de outras cidades da região Sul Fluminense, como Sapucaia, Três Rios e Volta Redonda, que são cortadas pela BR-393, levando as demandas a respeito da situação daquela via.
Cabe frisar que, desde julho de 2023, quando da caducidade da concessionária K-Infra, a rodovia está nas mãos do Departamento Nacional de Infraestrutura e Transportes (DNIT), que na última semana foi acionado a, em 72 horas, apresentar soluções e um cronograma de execução de melhorias a serem feitas. Foi ajuizada também uma ação civil pública, pela chefe do Executivo barrense, junto à Justiça Federal para que algo fosse feito pela estrada.
São recorrentes relatos de buracos, falta de manutenção e registros de acidentes com vítimas fatais.
"Insuportável"
O deputado Bebeto (PP), que foi quem apresentou requerimento para convocação da audiência, endossou em seu discurso a gravidade da situação, bem como a necessidade de respostas imediatas. Referendando Bebeto, Katia Miki se pronunciou, citando o risco a que os usuários da estrada acabam expostos. “A gente presenciou, principalmente nos últimos meses, uma escalada de acidentes graves. Só na semana passada, foram dois óbitos no trecho do nosso município. Isso tornou a situação insuportável. Todos os dias são dezenas de pessoas à beira da estrada, correndo risco. É uma realidade que não pode mais ser ignorada”, disserta.
Katia seguiu dizendo que foram meses de tentativa de diálogo, foi preciso agir. Ela reiterou a ação civil pública, destacando em que pontos ela está calcada: a execução imediata de obras emergenciais, a participação dos municípios na construção do novo modelo de concessão e a revisão da forma de financiamento da rodovia. Ela concluiu defendendo que parte do investimento seja assumida pelo governo federal, além de incluir os municípios nas decisões sobre a nova concessão.
“Durante 16 anos, a população pagou pedágio e não teve o retorno esperado. Não dá para repetir esse modelo. É fundamental que o governo federal invista diretamente e garanta uma rodovia segura”, detalha.
Posição estratégica
Katia Miki lembrou que a BR-393 ocupa posição estratégica para o Sul Fluminense, tanto para o escoamento da produção quanto para o deslocamento de trabalhadores. “Essa é uma pauta que une todos os municípios. A BR-393 é essencial para o desenvolvimento da nossa região e precisa de uma solução urgente”, destacou Katia. “Não estamos falando de grandes obras. Estamos falando do mínimo: segurança e condições de tráfego para quem utiliza essa rodovia todos os dias”, resume.
Ela conclui ainda garantindo que a mobilização não vai ficar nesta audiência. “A gente vai continuar acompanhando, cobrando e pressionando até que as ações saiam do papel. A população não pode mais esperar”, sentencia.