Cidade

Judô é incluído no atendimento no Centro TEA em Barra do Piraí

Esporte é ferramenta de autonomia e socialização

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Em meio ao Abril Azul, a prefeitura de Barra do Piraí destaca a inclusão do Judô enquanto ferramenta de desenvolvimento dos assistidos pelo Centro TEA. A prática do esporte ajuda aqueles que estão no Transtorno do Espectro Autista (TEA) a evoluírem em termos de socialização e autonomia.
Esta evolução é impactada nas famílias, como atesta a mãe atípica Marcenir Pereira da Silva, que não hesitou em inserir a prática esportiva na vida de seu filho, Leonardo.
“Quando soube da oportunidade, fui logo me informar. Foi tudo muito rápido e ele adora. Ajudou muito na concentração, ele gosta de participar, de estar ali”, destaca. “Quanto mais estímulo, melhor. Atividade e profissionais, tudo isso é avanço para eles. A gente, como mãe, precisa correr atrás, buscar informação. E quando a Prefeitura investe, a gente só tem a agradecer”, enaltece.
Além do Judô, há todo um trabalho multidisciplinar sendo feito, como conta a neuropsicopedagoga Jaqueline Vianna Souza. “O nosso trabalho é preparar essas crianças para viverem em sociedade. É fundamental que elas estejam incluídas, convivendo, sendo estimuladas, para que também a sociedade aprenda a entender o Autismo”, conta.
A fonoaudióloga Shirley Ferreira Guedes referenda a importância desta rede para o autista e sua família. “A evolução vem com acompanhamento contínuo, com a participação da família, da escola e dos terapeutas. Essa integração é essencial para que a criança desenvolva comunicação e autonomia”, endossa Shirley.
O professor Diogo Cruz falou sobre o que é trabalhado e como isso atua no cotidiano do atendido. “A gente trabalha coordenação, interação, noção de espera, coisas do dia a dia. Tudo isso ajuda a criança não só na terapia, mas na vida fora daqui, com a família e na sociedade”, relaciona Diogo.
Empatia
Outro aspecto ressaltado nas terapias é a intervenção precoce, conforme observado pela mãe Laísa Ramos. O Autismo foi atestado em sua filha Liz quando a criança tinha um ano e meio de idade. “Depois das terapias, vi uma evolução enorme. Melhorou o olho no olho, a comunicação, o entendimento. A gente não pode desistir. Tem que buscar ajuda e estimular sempre”, indica ela, pedindo também por mais empatia ao autista e seu entorno.
“O autismo não tem uma ‘cara’. As pessoas precisam respeitar mais, ser mais gentis. Nossos filhos estão observando tudo”, salienta.
Compromisso e resultado
Estas são as diretrizes frisadas pela prefeita Katia Miki (SD) e seu vice e também secretário de Saúde, Cristiano Almeida. “Estamos trabalhando para garantir que nossas crianças tenham acesso a oportunidades que promovam desenvolvimento e dignidade. O Centro TEA é um espaço de acolhimento, cuidado e evolução, e o judô chega para somar ainda mais nesse processo”, resume Miki.
“Esse tipo de atividade fortalece o desenvolvimento físico e emocional das crianças. Nosso objetivo é ampliar cada vez mais esse atendimento, oferecendo suporte completo às famílias e garantindo qualidade de vida para os assistidos”, complementa Almeida.
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