Economia

Chuvas fazem aumentar o preço do feijão

Dados são do Dieese; cesta básica sobre em 27 capitais

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Monitoramento do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) e da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indica que a cesta básica segue em alta nas capitais brasileiras. O feijão é um dos itens mais impactados, ao lado da batata, do tomate, da carne bovina e do leite, enquanto o preço do açúcar caiu; São Paulo (SP) tem a cesta básica mais cara, com valor médio de R$ 883,94, enquanto a de Aracaju (SE) tem custo médio de R$ 598, 45, sendo a mais barata. A informação é da Agência Brasil.
A alta do feijão, detectada de maneira mais flagrante na região Sul do país, no Rio de Janeiro (RJ) e em Vitória (ES), está relacionada à restrição de oferta da leguminosa, justificada por dificuldades na colheita, redução da primeira safra e expectativa de menor produção na segunda safra.
"Quando a gente vê um aumento de preços, tende a pensar que os produtores estão lucrando mais, mas nesses casos menos produtores têm o produto e aí podem estar vendendo por mais, só que o que aconteceu bastante neste ano é que quem plantou, por exemplo, 60 sacas colheu apenas 30 ou 40. O clima prejudicou no Paraná e na Bahia, e a gente tem uma área plantada menor", explica o presidente do Instituto Brasileiro do Feijão (Ibrafe), Marcelo Lüders.
Existe a projeção de uma inversão de preços entre os tipos carioca e preto: enquanto o primeiro é vendido a R$ 350 a saca, o segundo varia entre R$ 200 a R$ 210 a saca. 
"Isso é terrível para os produtores. A exportação diminuiu em 2025, isso é cíclico. O estímulo para plantar o feijão carioca é muito grande, e isso é um risco pois pode derrubar o preço", relaciona Lüders.
Além disso, a Conab indica uma produção superior a três milhões de toneladas, com avanço de 0,5% em relação a 2024/2025. Há ainda a expectativa de aumento global nos valores dos alimentos.
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