Cidade

Barra do Piraí realiza ações pelo Agosto Lilás

Reinauguração de núcleo de apoio e fórum são mais marcos da iniciativa na cidade

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Nesta quarta-feira, 19, Barra do Piraí recebeu e realizou iniciativas em memória à campanha Agosto Lilás, de combate e prevenção à violência contra a mulher, somando-se a diversas ações realizadas não só neste mês, mas também durante o ano na cidade. A primeira delas foi a reinauguração do Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher (Niam), e a segunda foi a realização do I Fórum de Integração das Redes Municipais de Atendimento à Mulher, que reuniu autoridades para discutir estratégias de enfrentamento.

Niam
O Núcleo Integrado de Atendimento à Mulher visa ser um espaço em que a vítima seja não só ouvida, mas também acolhida durante atendimento e acompanhamento dos casos. Estiveram presentes ao evento a secretária municipal da Mulher, Daniella de Oliveira, a inspetora da Polícia Civil e responsável pelo NIAM, Ana Lúcia Jardim, Katylene Collyer Pires de Figueiredo, juíza de Direito do Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro (TJRJ), Gabriela Von Beauvais, diretora do Departamento-Geral de Polícia de Atendimento à Mulher (DGPAM), a vereadora Lu Maciel, o delegado Rodolfo Atala, e a capitã Simone Vargas, coordenadora do programa Segurança Presente em Barra do Piraí, entre outros.
“Esse momento reforça o poder da nossa rede de proteção, que trabalha de maneira integrada para garantir que as mulheres barrenses realmente sejam acolhidas e amparadas. Quero parabenizar o trabalho de toda a nossa rede de proteção, que tem feito e continuará fazendo toda a diferença na vida das barrenses. Ver uma rede tão unida assim, em um momento em que temos a primeira prefeita de Barra do Piraí, é realmente muito emocionante e representa um avanço importante na construção de políticas públicas voltadas para a proteção e o acolhimento das mulheres”, afirma Daniella.
Ana Lúcia falou sobre a estrutura do Niam e também reforçou o apoio do equipamento à vítima. “O espaço está mais ampliado e fortalecido. Aqui, a gente acolhe com mais carinho e com mais amplitude. E, assim, a mulher que procura ajuda não precisa ficar tanto tempo esperando, o que torna esse atendimento ainda mais humanizado e acolhedor. Quero deixar um recado para todas as mulheres: vocês podem contar com a Polícia Civil, a Polícia Militar e toda a rede do município”, ratifica.

Fórum de Integração
O evento, realizado no Central Sport Club, reuniu representantes de Barra do Piraí e outras seis cidades: Volta Redonda, Valença, Vassouras, Piraí, Pinheiral e Rio das Flores, tendo quatro painéis temáticos. Este encontro visou o fortalecimento da rede de proteção às mulheres, permitindo que boas práticas sejam replicadas e compartilhadas pela região. "Sediar este 1º Fórum demonstra que Barra do Piraí está comprometida em liderar transformações reais na nossa região. Unir sete municípios em torno da proteção feminina fortalece o Sul Fluminense e mostra que a defesa da vida das mulheres barrenses e sul fluminenses é uma prioridade absoluta para nossa gestão", sintetiza a prefeita Katia Miki (SDD). 
“Integrar as redes municipais é um passo fundamental para garantir que nenhuma mulher se sinta desassistida, independentemente de qual cidade ela esteja. O Agosto Lilás e os 20 anos da Lei Maria da Penha nos lembram que a proteção precisa ser contínua, ágil e acolhedora", reforça a secretária da Mulher, Daniella de Oliveira.
Esta integração também foi destacada pela titular da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Juliana Montes. "O combate ao feminicídio e a crimes como o vicaricídio exige uma resposta rápida, articulada e rigorosa. Quando a polícia trabalha em sintonia com a rede de apoio dos municípios, conseguimos romper o ciclo da violência antes que o pior aconteça", grifa, citando também o crime que consiste em homicídio praticado contra pessoas próximas a uma mulher, no contexto de violência doméstica, visando atingi-la.
Representando o Judiciário, a juíza Katylene Collyer falou sobre as medidas protetivas e citou a lei Maria da Penha, que neste mês completou 20 anos de sanção. "A Lei Maria da Penha é um marco, mas sua aplicação se torna ainda mais forte quando dialogamos com toda a rede. Debater temas como o feminicídio e as garantias judiciais nos permite melhorar ainda mais o atendimento e assegurar que as medidas protetivas sejam cumpridas com rigor", resume.
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